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Editorial da Carta Capital dessa semana, no qual Mino Carta argumenta contra os que acusam CartaCapital de ser leniente com o governo Lula e defende o apoio à candidata Dilma Rousseff
Por uma série de boas razões que não vale a pena declinar agora estou a colecionar aleivosias variadas perpetradas contra CartaCapital. Calúnias, para ser preciso. Em um texto de quatro anos atrás, um colega (colega?) jornalista chegou a afirmar em papel impresso que apoiamos a candidatura de Lula à reeleição para, em troca, contar com a presença do presidente da República na cerimônia anualmente realizada para premiar as empresas mais admiradas no Brasil. Tratou-se, segundo o autor, de uma verdadeira operação comercial, na linha do do ut des, ou facio ut facias.
Há quem some periodicamente os anúncios publicados em CartaCapitalpara registrar quantos são do governo e quantos da iniciativa privada. Há quem sustente que o próprio presidente da República nos encomenda reportagens convenientes à sua política, por exemplo, algumas de anos atrás a respeito de Hugo Chávez. Mas que fazer? Mino Carta não tem “capacidade” de atestar sua honradez.
Outro é o tom da carta de um jovem estudante de jornalismo (não cito o nome para não constrangê-lo). Ele fica “ávido em receberCartaCapital toda semana” porque a considera “a vanguarda da imprensa brasileira”. Mesmo assim, confessa ter dúvidas a respeito da nossa posição a favor de Lula e de Dilma Rousseff. Será que exageramos? Neste mesmo espaço, inúmeras vezes, e em outros da revista, fomos severos críticos do governo e não pretendo agora voltar a este assunto.
Temos, porém, a convicção de que Lula é um divisor de águas na história do País. Em primeiro lugar, porque um ex-metalúrgico chegou ao poder em lugar dos costumeiros engravatados e a maioria dos brasileiros achou-se muito bem representada. Tal seria, de alguma forma, um mérito involuntário, embora determinante de uma identificação que garante de saída a popularidade. -Há -outros, contudo, e são do seu governo.
Dois, sobretudo, na visão de CartaCapital. Nestes últimos oito anos, a preocupação social inspirou diversas ações governistas, de maneira muito mais clara e firme do que em governos anteriores. Além disso, deu-se com Lula uma alteração profunda na política exterior, altamente benéfica a nosso ver. Colham as provas na satisfação reinante nas classes menos favorecidas e no prestígio de que gozam mundo afora o País e seu presidente.
Muito há por fazer em termos de política econômica. A industrialização clama por políticas destinadas a apressar a transformação de um país exportador de commodities e sair dos impasses criados por uma taxa de juros recordista mundial. CartaCapital acredita que Dilma Rousseff não significa somente a continuidade, mas também condições de avançar em relação aos efeitos positivos da atuação de quem a precedeu.
O que mais tenho procurado, e aqui falo na primeira pessoa, é defender a minha honra, meu único capital. O estudante acredita que eu já tenha praticado o jornalismo dos donos do poder por ter sido o primeiro diretor de redação de Veja. Permito-me um passeio pelo passado. Desde quando saí da Veja, tenho de inventar meus empregos, porque não há lugar para mim na chamada grande (grande?) imprensa. Os interesses deles não coincidem com os meus. Só um dos patrões do pretenso quarto poder me ofereceu espaço no seu jornal, Otavio Frias de Oliveira e, a despeito das diferenças entre nós, não o esquecerei até o fim da minha vida.
Ah, sim, me demiti da direção da Veja para não ser despedido, ao contrário do que afirma em seu Notícias do Planalto Mario Sergio Conti. Não me surpreendeu que depois de me entrevistar longamente, ele tenha preferido publicar a versão do patrão Civita. Passo a expor a verdade factual, e desafio até quem me difama obsessivamente a provar o contrário.
Veja sofria censura feroz, enquanto a Editora Abril pretendia um empréstimo de 50 milhões de dólares (estamos em meados dos anos 70) para consolidar no Brasil dívidas contraídas no exterior. O próprio ditador Geisel, pela boca de Armando Falcão, ministro da Justiça (Justiça?), decretou seu niet, a não ser que se livrassem do acima assinado. Quem tiver dúvidas a respeito, leia o livro Fragmentos de Memória, de Karlos Rischbieter (Travessa dos Editores, 2007), que presidia então a Caixa Econômica Federal, à qual a Editora Abril recorrera.
Tirei o meu modesto time de campo antes da expulsão. Pela elementar razão de que me recusava a negociar minha saída. Quem sabe levasse um bom dinheiro, espécie de comissão sobre o empréstimo da Caixa a ser concedido juntamente com o fim da censura. Ocorre que não queria um único, escasso centavo saído dos bolsos de Victor e Roberto Civita. Vici e Arci: assim hão de ser pronunciadas suas iniciais.
É enredo miúdo, em comparação de tantos outros de vítimas da ditadura. De todo modo, o que me surpreende é um certo desconhecimento dos fatos por parte de um estudante de jornalismo. Está bem se ignora o meu passado, que não conheça a verdadeira história da censura é desolador. Tanto mais por não ser culpa dele. As responsabilidades são óbvias. O pouco caso com a memória antes de mais nada, traço característico da sociedade nativa. E logo após a escola incompetente, talvez inútil.
Caros amigos e eventuais visitantes,
Chegado o momento em que as campanhas começam a esquentar, declaro meu voto para a chapa Novo Caminho, de Agnelo Querioz (PT) Governador e Tadeu Filipeli (PMDB) Vice-governador. As pesquisas divulgadas recentemente apontam uma subida vertiginosa de Agnelo, que atingiu o empate com Roriz, e, em uma delas, do instituto Exata, já aparece na frente.
Filipeli é o nome que muitos apontam como herança maldita da máfia rorizista e um indício de que as mudanças na prática da gestão pública, num eventual governo Agnelo, não representariam uma grande inflexão frente à prática tradicional de roubo do dinheiro público que se instalou na nossa capital.
Quero, no entanto, chamar todos à reflexão. O Pior inimigo de Brasília é o candidato ficha-suja Joaquim Roriz. Disso, me parece que todas as pessoas de bem, têm poucas dúvidas. Temos uma grande oportunidade de vencê-lo. Se você for cético, pode considerar a opção como a menos pior, ou se for otimista como eu, pode afirmar que Agnelo é a melhor chance que temos de vencer Roriz e tirá-lo da vida pública. A se confirmar a lei do ficha limpa, Roriz não poderá se registrar candidato nas próximas eleições. Na dúvida da interpretação da lei para essas eleições, ainda há um risco jurídico, a meu ver, no caso de sua vitória, de Roriz continuar dando as cartas no DF.
Os eleitores de Roriz não têm dúvida. Tivesse ele se coligado com o PSTU ou com o PCO, que seja, votariam em Roriz mesmo assim. Eleitor de Roriz também não tem pudores e não vota nulo. Um voto nulo seu é um voto a favor de Roriz.
Não quero defender Filipeli, mas quero defender um projeto. Um bom projeto para Brasília começa com a derrota de Joaquim Roriz nessas eleições. A história recente nos mostrou que nenhum partido está isento de práticas nefastas, de pessoas mal-intencionadas. Por outro lado, nos mostra também que há bons quadros nos diferentes partidos. Não podemos desperdiçar essa chance por capricho, ao mesmo tempo que condenamos o radicalismo de alguns candidatos que se apresentam a nós. É possível sim que essa aliança consiga reunir pessoas capazes, éticas, que possam melhorar as péssimas condições sociais nas quais o Distrito Federal se encontra.
A política nos dá a chance de conhecer e perseguir utopias. E para alcançá-las, temos que construir caminhos. Hoje, Agnelo e Filipeli são o melhor caminho, o novo caminho, para alcançar o maior sonho da política brasiliense: Derrotar Joaquim Roriz.
Para o futuro, que seja possível construir outras opções política e eleitoralmente viáveis. Que vigiemos os passos do governo Agnelo/Filipeli.
Mas em 3 de outubro de 2010, eu voto 13 para governador. Faça o bem pra Brasília. Vote 13 você também.
Fui o relator do grupo 3 nos trabalhos da manhã do último dia do #blogprog.
Vou colocar aqui o relato das propostas e destaques do grupo antes de enviar formalmente ao Barão de Itararé. Assim, as pessoas do grupo poderão fazer comentário para adicionar alguma coisa que esteja faltando, ou suprimir/adequar algo que considere que não esteja de acordo com o que foi debatido:
Sugestões e destaques do grupo 3:
1. Associação em massa ao Barão de Itararé. Isso fortaleceria o]a instituição e possibilitaria que ela desenvolvesse com mais desenvoltura uma série de outras atividades, dentre as quais:
a. Apoio jurídico comum aos blogueiros
b. Estabelecimento de um fórum virtual permanente para capacitação dos blogueiros.
c. realização das oficinas regionais antes do próximo encontro nacional anual. As oficinas deveriam ter, no mínimo, três objetivo: pensar e compartilhar estratégias para aumento do número de acessos dos blogs; esclarecer questões jurídicas aos blogueiros; capacitá-los no uso de ferramentas
d. Criação e disponibilização de cartilha de softwares livres para realização de cursos e formação de multiplicadores.
e. organização de conferências temáticas virtuais (via twitcam, por exemplo)
f. Promover uma articulação parlamentar contínua. Nesse ponto foram destacados algumas questões relativas ao ordenamento legal que deveriam ter atenção especial nesse trabalho:
g. Estimular a criação de redes de blogs temáticos
h. Resenhas quinzenais com base no material produzido pelos blogueiros progressistas.
2. Promoção de ações coletivas virtuais diretas, como postagens com dia e hora marcados para determinadas ações, como a defesa da universalização da banda larga.
3. Reforçar a importância dos comentários, tanto nos sítios da velha imprensa, de modo a sempre apresentar um contraponto ao pensamento conservador, e nos nossos blogs, inclusive pela importância de agregarmos conhecimentos técnicos específicos para robustecermos nossas posições.
4. Utilização de sítios regionais e locais de notícias para vinculação dos nossos blogs como forma de aumentar o número de acessos. Muitas vezes, órgãos menores de comunicação não tem capacidade de veicular muitos artigos de opinião, e teriam interesse em disponibilizar esse tipo de serviço.
5. Os blogueiros devem valorizar a produção de linhas auxiliares de apoio aos blogs, como ilustrações, fotos, o que enriquece o material dos nossos posts, e consequentemente, pode ajudar a aumentar o seu acesso.
Iº Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas – EU FUI #blogprog. Nada mais apropriado do que um post sobre as implicações da democratização do acesso, produção e divulgação da informação.
A Pauta foi coincidentemente facilitada pelo 8º Congresso brasileiro de Jornais, organizado pela Associação Brasileira de Jornais, realizado no dia 19 de agosto, no qual foram dadas preciosas declarações do sociólogo preferido da grande mídia na atualidade, Demétrio Magnoli, e do candidato oposicionista, José “orkut” Serra.
A organização presidida pela Sra. Judith Brito – a mesma que declarou que, frente à fragilidade da oposição, os jornais deveriam assumir o papel oposicionista – grande merecedora do prêmio Corvo do #blogprog, e seus principais expoentes lançaram mão de insinuações já manjadas comparando o já provável governo Dilma com os governos mais radicais da América do Sul. A propósito, escrevi em um post antigo que a mídia caminhava para a radicalização do debate político, numa atitude perigosa para o país.
Dois depoimentos publicados em reportagem do Valor no dia 20. O primeiro, do paladino sociólogo, defendendo que os jornais impressos são mais importantes do que nunca, porque 1) impedem a desconstrução da opinião pública pelos milhões de palanques de debates criados pela internet e 2) têm um credibilidade maior associada ao valor, ao dinheiro que é preciso para publicá-los.
Alguns contra-argumentos: o dinheiro serve para desconstruir reputações, contratar versões. Não significa qualidade nem credibilidade. E a ideia de que os milhares de blogueiros que espalham suas opiniões na rede não o fazem de forma consubstanciada é equivocada. Muitos deles, como eu, são amadores, e também arcam com custos, no mínimo o dispêndio de parte do seu tempo, para publicar suas análises. O esforço desses blogueiros sujos valem mais do que o dinheiro sujo e interesses escusos por trás da velha imprensa.
O sociólogo não quer reconhecer também que a mídia, e particularmente a mídia impressa, não expressa a opinião pública. Num país em que apenas 4% da sua população consideram o governo Lula péssimo ou ruim, 4%, os jornais, diariamente, atacam o governo Lula como se fosse o pior dos males. A disseminação de versões que contestam a posição incansavelmente publicada na grande imprensa é um grande favor à formação da opinião pública. Ao menos, expressa vozes mais diversas.
Na mesma linha, o porta voz e candidato preferido da grande imprensa, José Serra, afirmou, na sua participação no encontro, que as grandes conferências organizada pelo governo Lula são uma maneira de cercear a liberdade de imprensa. Segunda Serra, uma via “democrática” de estabelecer o controle sobre a imprensa. Considero que a participação social é uma questão que ainda precisa ser aprofundada, discutida e melhor encaminhada no governo federal, mas reconheço nessas conferências um importante avanço. Não vejo contradição entre o fato de que tenhamos mais pessoas interessadas, produtoras e divulgadoras de conteúdo, com participação cidadã mais intensa, e a democracia. Ao contrário, reafirma a opção democrática do país.
Pelo contrário, acho que consolida o entendimento de que o Serra já entrou na fase do desespero, vendo que Dilma vai ganhar no primeiro turno.